Eu voltei. Não, não foi uma ação voluntária, muito pelo
contrário, fui obrigado a retornar.
Acredito que o significado que estes textos possuem na minha vida vai
muito além de um mero exercitar dos meus pensamentos e alcançam um caráter
quase que terapêutico. Então, em uma tentativa desesperada de manter minha
sanidade, tento expelir o excesso de pensamentos da minha cabeça. Embora eu
acredite que seja um em especial que tem causado isso.
A: Aquieta-te!
B: Aquieta-me!
A: Aquieta-te!
B: Aquieta-me!
Não era tão simples quanto ela achava. A verdade é que ele nunca
entendeu a lógica das interações humanas. Sempre foi complicado para ele demonstrar
o oposto do que sentia. Mas, aparentemente, se tu gostas de uma pessoa, tu não
podes, de maneira alguma, deixa-la perceber isto. O que é um saco!
Inevitavelmente, explodiu...
B: Sei que te perco cada vez que demonstro isso. Apenas
cansei de fingir. Sinto muito, mas não sei gostar menos de você!
(...)
B: E é bem verdade que te quero para hoje, para amanhã, para o dia 12 e os dias depois do dia 12! Mas, cansei. Se não posso tê-la para dizer tais coisas, prefiro não tê-la de forma alguma. E agora que sabe, pode desistir de mim...
(...)
B: E é bem verdade que te quero para hoje, para amanhã, para o dia 12 e os dias depois do dia 12! Mas, cansei. Se não posso tê-la para dizer tais coisas, prefiro não tê-la de forma alguma. E agora que sabe, pode desistir de mim...
E o resultado? Uma flor perfumada, músicas remetendo a
lembranças do que não aconteceu, torpedos de celular e muitas frases não ditas.
Pois, pelo que parece, existem coisas que o amor não é capaz de vencer. O medo,
por exemplo. Que ela tanto esperou que o tempo levasse embora.
Mal sabia tu, guria, que o tempo não levaria teus medos
embora; apenas te faria arriscar independente deles...
Mateus Alves.
