Ok, ok, ok, eu não estou bem. O dia começou dando errado.
Perdi o ônibus, perdi a aula, perdi a calma. Então, parei: respira, o dia mal
começou. Brace yourself. Decidido,
voltei para casa. Só irei às aulas da tarde hoje.
O artifício que sempre uso para recompor as energias é a música. A música significa muita coisa para mim. É como eu costumo imaginar minha própria existência. E talvez seja mesmo verdade. Existem pessoas que são como músicas. Mas, se me pergunta qual a melhor parte disso, eu diria que a flexibilidade, certamente. Veja bem, existem pessoas que vivem seus dias como uma festa constante, outras permanecem em um estado de profunda tristeza, quase palpável. Porém, ninguém precisa estar triste o tempo todo. Nem feliz o tempo todo. Nossos dias são músicas, no plural. E a música seguinte sempre começa exatamente quando a que está tocando acaba.
O artifício que sempre uso para recompor as energias é a música. A música significa muita coisa para mim. É como eu costumo imaginar minha própria existência. E talvez seja mesmo verdade. Existem pessoas que são como músicas. Mas, se me pergunta qual a melhor parte disso, eu diria que a flexibilidade, certamente. Veja bem, existem pessoas que vivem seus dias como uma festa constante, outras permanecem em um estado de profunda tristeza, quase palpável. Porém, ninguém precisa estar triste o tempo todo. Nem feliz o tempo todo. Nossos dias são músicas, no plural. E a música seguinte sempre começa exatamente quando a que está tocando acaba.
Mas há músicas que você precisa deixar chegar ao fim. O repeat da vida não funciona.
Não é que não exista, existe. Mas nunca é a mesma música.
Logo, não funciona. Apegar-se às músicas que já deviam ter passado é como
tampar os ouvidos as que estão chegando. Entendo, existem músicas que parecem
perfeitas e queremos ouvi-las pelo menos outra vez, por favor... Nunca
funcionou assim, pelo menos não na vida. Algumas vezes, uma música começa
devagar, tímida, sem muitas pretensões, e se mostra a mais perfeita combinação
de sons que já ouvimos.
Para quem tocaria se você está de tampões no ouvido?
Eu ainda estou intrigado com sua canção, menina. Que melodia é essa que mudou minha música? Estou vivenciando atentamente cada detalhe de suas notas maiores trazendo um pouco de alegria a minha escalar menor. Só falta você deixar minha música tocar aos teus ouvidos. Pois, nem por um segundo, consigo deixar de ouvir a sua.
Para quem tocaria se você está de tampões no ouvido?
Eu ainda estou intrigado com sua canção, menina. Que melodia é essa que mudou minha música? Estou vivenciando atentamente cada detalhe de suas notas maiores trazendo um pouco de alegria a minha escalar menor. Só falta você deixar minha música tocar aos teus ouvidos. Pois, nem por um segundo, consigo deixar de ouvir a sua.
Mateus Alves

