Somewhere to begin

That's all I need.

Tecnologia do Blogger.

domingo, 17 de março de 2013

Sobre fones de ouvido e amor.



          Já se passaram 10 min ou mais desde quando me ligou dizendo que ligaria outra vez quando o ônibus te deixasse na parada da sua casa. Percebi apenas agora que ainda não tirei os fones de ouvido. Engraçado pensar que sempre uso fones para falar com você. Sim, quase que exclusivamente com você. Acredito que prefiro deixar minhas mãos livres caso em meio a nossa conversa eu queira rabiscar seu nome, sua tatuagem, um eu te amo. E o fato de não tirar os fones apenas demonstram minha constante ansiedade de ouvir sua voz mais uma vez. Sua LINDA voz mais uma vez.
          Na maioria do tempo, acho que escrever qualquer linha sobre você é muito difícil. Falta algo, não nexo, nem coesão; falta uma essência que só consigo transpassar em atitudes. Como quando o mover dos teus lábios me distraem das suas palavras, e tudo que me resta é concordar como um bobo com qualquer coisa que você esteja me dizendo no momento. Como quando contorno os traços do teu rosto com meus dedos, perguntando-me como poderia existir um ser tão perfeito assim. Imagino se quando você olha para mim sente a mesma coisa que sinto quando olho para você. Por vezes até desejo congelar aquele momento para não ter de parar de olhar em seus olhos, afinal, sempre nestes momentos, sinto dentro de mim algo confirmar: é recíproco.
          Está acesa em mim a chama deste romance. Desta vez, permitindo viver tudo intensamente. Cuida bem do meu coração, minha querida, ele já está em sua posse há tempos, para ser honesto. Decidi que este texto permanecerá assim. Ao ver minha narrativa sem um ponto final, só posso desejar que a vida imitasse minha literatura.

Nunca vai ter fim.

Já é tarde e preciso dormir, amor. Mal vejo a hora de acordar para voltar a viver o sonho. 

                                                                                                                                            Mateus Alves.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Sobre a volta, flores e despedidas.


Eu voltei. Não, não foi uma ação voluntária, muito pelo contrário, fui obrigado a retornar.  Acredito que o significado que estes textos possuem na minha vida vai muito além de um mero exercitar dos meus pensamentos e alcançam um caráter quase que terapêutico. Então, em uma tentativa desesperada de manter minha sanidade, tento expelir o excesso de pensamentos da minha cabeça. Embora eu acredite que seja um em especial que tem causado isso.

A: Aquieta-te!
B: Aquieta-me!

Não era tão simples quanto ela achava. A verdade é que ele nunca entendeu a lógica das interações humanas. Sempre foi complicado para ele demonstrar o oposto do que sentia. Mas, aparentemente, se tu gostas de uma pessoa, tu não podes, de maneira alguma, deixa-la perceber isto. O que é um saco!

Inevitavelmente, explodiu...

B: Sei que te perco cada vez que demonstro isso. Apenas cansei de fingir. Sinto muito, mas não sei gostar menos de você!
(...)
B: E é bem verdade que te quero para hoje, para amanhã, para o dia 12 e os dias depois do dia 12! Mas, cansei. Se não posso tê-la para dizer tais coisas, prefiro não tê-la de forma alguma. E agora que sabe, pode desistir de mim...

E o resultado? Uma flor perfumada, músicas remetendo a lembranças do que não aconteceu, torpedos de celular e muitas frases não ditas. Pois, pelo que parece, existem coisas que o amor não é capaz de vencer. O medo, por exemplo. Que ela tanto esperou que o tempo levasse embora.

Mal sabia tu, guria, que o tempo não levaria teus medos embora; apenas te faria arriscar independente deles...

                                                                                                                          Mateus Alves.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fim – Agradecido, porém não satisfeito. (Ainda)


Este é o último texto deste blog. Eu poderia escrevê-lo todo sobre como me sinto agradecido pelas pessoas que acompanharam essa jornada. Foi muito bom ouvir sugestões, elogios, e críticas construtivas e destrutivas de vocês. Agradecido, porém não satisfeito.  A proposta do blog ( Somewhere to begin ) era falar sobre relacionamentos de um ponto de partida. Sobre encontrar em outro alguém a solidez necessária para construir uma base de um relacionamento estável. Foram poucos posts aqui, porém o aprendizado não é mensurado baseado na quantidade de textos. Aprendi muito com todos eles. A mais valiosa lição seria...

Só existe um ''lugar para começar’’, dentro de você mesmo.

Sem mais, ponto final. Isso é uma verdade absoluta. Uma vez que, não se trata de encontrar sua outra metade para te completar. Trata-se de ser uma metade completa para, junto com a metade do outro, formar um inteiro. Você não tem o poder de mudar as pessoas ao seu redor, as circunstâncias ao seu redor, entretanto, somos protagonistas da nossa história dotados do poder de direcionar o desenrolar do nosso espetáculo.
 O que você faz agora determina o teu futuro. Reflita sobre algo: Daqui a cinco anos o que você gostaria de ter feito agora? Mecha-se.

Apenas ações tem o poder de mudar histórias.

Viva mais também. Não assista a tua vida passar enquanto você se torna escravo do mundo virtual. Eu estou trabalhando nisso. O importante são teus contatos reais, o virtual é apenas anexo.
Por fim, eu posso afirmar com convicção em minhas palavras que eu ficaria totalmente satisfeito se, você leitor, terminasse essa jornada junto comigo sabendo que...

O ponto de partida para encontrar o amor verdadeiro é sempre em VOCÊ e o momento é sempre o AGORA. (Letras garrafais pois este é o ponto principal do texto.)

Sorte para todos nós.
Mateus Alves. 

Pêssego.


Há quem diga que mudanças só são bem-vindas se o único responsável por elas for você mesmo.  Mas, quando você muda para melhor e sabe que foi graças a uma pessoa na sua vida, não acredito que essas mudanças não sejam tão válidas quanto às outras. Isso se você não muda para aquela pessoa te aceitar e sim porque aquela pessoa te faz querer ser o melhor que você pode ser.
Pêssego, tudo aconteceu tão depressa que parecia que tinha te amparado no ar segundos depois de você libertar-se de sua árvore...

Depois de um tempo, eu quem precisava ser amparado por você...

Este foi o erro: esperei algo que você não estava preparada para proporcionar.  E mais do que isso, deixei você saber dessa tal expectativa. Argumentei das mais variadas formas possíveis e minhas palavras criaram a armadilha que eu não pude evitar. Parecemos até dois estranhos lutando para não deixar transparecer o desconforto em nossas conversas que outrora pareciam fluir sem se importar com o passar do tempo.

Sinto falta de fazê-la rir, sinto falta de sentir como se eu fosse uma parte agradável do seu dia.

Eu sinto falta de nós... Mas eu já caminhei em sua direção e agora você é a única que pode consertar isso, movendo-se na minha também. Embora possa parecer ingênuo, eu acredito que você fará. 

Mateus Alves

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Insônia.


"Eu não sei o que quero, só sei que não quero me afastar dela." O último pensamento que vagou por sua mente momentos antes do cansaço vencer sua insônia. Já era a terceira noite consecutiva de extremo empenho em calar seus pensamentos ao repousar sua cabeça sob o travesseiro. Quando se tratava de relacionamentos, sua racionalidade parecia dar lugar às emoções que ele sempre escolhera viver intensamente. Exceto desta vez. Uma dança de argumentos racionais e emocionais invade sua consciência toda vez que ele fecha os olhos.

Parece estar com o compasso errado... E eu sou o responsável por consertar isso.

Vasculha então sua mente atrás dos primeiros sinais. Afinal, teria sido aquele irritantemente encantador modo de implicar com o que ele dizia? Aquele jeito de olhar que de certa forma o fazia desejar protege-la?  Ou talvez fosse apenas abstinência à sua presença? Não importava mais...

...No atual momento, descobrir se era real é a única maneira de acalmá-lo...

... Entretanto, tê-la em seus braços, era definitivamente a única forma de devolvê-lo a paz.
Mateus Alves. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Medo.


Eu já lutei muito contra meus medos, até que comecei apenas a respeitá-los. O medo é injustiçado por nós. O vemos, muitas vezes, como uma barreira entre o que queremos e nós mesmos, pode até ser, mas o que ninguém nota na verdade que o medo é uma tentativa desesperada da nossa consciência de alertar-nos: podemos nos machucar, novamente. Em outras palavras, é nossa autodefesa programada para ser acionada a cada padrão de comportamento, que tenhamos registrado na memória, que possa nos levar ao erro e a dor outra vez. Encaro o medo como o carinho que tenho por mim mesmo, assim como uma pessoa que se importe com outra tem medo de vê-la triste ou de perdê-la.
Deixar de buscar algo que deseja por medo é burrice. Afinal, em nossas mentes nós tememos resultados já conhecidos, mas as circunstâncias sempre estão mudando. Até mesmo nós já não somos o mesmo de segundos atrás. (Heráclito diria que estou coberto de razão.)

Arriscar move sua vida...

...e não o tempo, como costuma se dito. Acho irracional a pessoa que uma vez ferida espera ‘’o tempo por tudo no lugar’’. Porra! Esqueça. Somente você tem o poder de mudar sua vida. Não fazer nada apenas deixa as coisas como estão. (Newton definitivamente leria meu blog, rsss.)
E neste final de ano, desejo a você, caro leitor dos meus devaneios literários, tenha medo. Muito medo mesmo. Medo de ficar estagnado, medo de amar alguém e esquecer-se de ti mesmo, medo de deixar o medo te atrapalhar.

Eu estou com medo de ninguém entender o que escrevi hoje, rsrs.

Feliz Ano Novo!
Mateus Alves

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Incertezas...


Caos. Única definição precisa à razão de eu ter demorado tanto para voltar a postar. Desta vez eu sinto cada fragmento do meu corpo cansado suplicando por férias. A verdade é que meu cansaço excede às barreiras do físico e psicológico. Acho que estou cansado em um nível mais profundo ainda e isso talvez inclua outras áreas da minha vida.
Eu estou cansado desse ano, cansado desses quadros recortados que em uma sequência desordenada compõem o filme da minha vida...

Exaustivamente te procurando entre às cenas, na plateia, em mim mesmo... Que venha 2012, que venha você com ele!

Talvez o meu script esteja obsoleto. E eu preciso de você para reescrevê-lo comigo. Só hesito por não saber o quanto você se envolveria nisso. Não leve a mal, é apenas medo de perdê-la ao simplesmente mostrar o quão quebrado eu já fui. E o quanto eu preciso de você para consertar-me.  Medo de voltar a sonhar quando a realidade me provou diversas vezes que o abrir dos olhos é sempre uma incerteza. Entretanto, a incerteza agora é tudo que tenho diretamente de você e por isso eu quase que prefiro permanecer assim.

                                                                                                                                           Mateus Alves.

Somewhere to begin Copyright © 2011 | Template created by O Pregador | Powered by Blogger